Doencas exantematicas


VARICELA

O Vírus Varicela-Zóster (VVZ) é o responsável pelo desenvolvimento da varicela e do herpes--zóster.
 Na sua primoinfecção provoca uma doença exantemática maculopapulovesicular conhecida como varicela (“catapora”), de curso benigno na maioria das vezes e que resulta na permanência do vírus em estado latente nos neurônios dos gânglios sensoriais. A reativação do VVZ latente cerca de anos depois resulta no herpes-zóster (“cobreiro”).
O VVZ é um vírus DNA pertencente à família Herpesviridae, assim como os vírus herpes simples, vírus Epstein-Barr e citomegalovírus. 
O indivíduo infectado passa a eliminar o vírus cerca de dois dias antes do aparecimento do exantema até cerca de sete dias após o seu início, cessando no momento em que todas as lesões estiverem sob a forma de crostas.
 Período de incubação inicial (com duração de 10-21 dias)

 Manifestações Clínicas
Sintomas prodrômicos, como febre, cefaleia, anorexia, mal-estar e, em alguns pacientes, dor abdominal, podem estar presentes por cerca de 24 a 48 horas antes do início do exantema.
A febre é moderada, geralmente menor que 39ºC, e pode persistir por até quatro dias após o início do exantema. Estes sintomas são pouco frequentes em crianças, sendo mais comuns entre adolescentes e adultos.
O exantema se inicia no couro cabeludo, face e pescoço, disseminando-se para o tronco e extremidades. Como as lesões são mais concentradas em face e tronco, dizemos que o rash exibe distribuição centrípeta.
 As lesões aparecem em surtos; inicialmente surgem máculas eritematosas pruriginosas, que evoluem para pápulas, vesículas de conteúdo claro, pústulas com umbilicação central e, finalmente, crostas. O tempo médio desta evolução é de 24-48 horas. A coexistência de lesões em vários estágios de desenvolvimento (polimorfismo) é um aspecto muito característico da doença.


                  DIAGNOSTICOS DIFERENCIAS QUE TENDEN A CONFUNDIR

  • Impetigo: infecção cutânea de origem bacteriana (Streptococcus pyogenes ou Staphylococcus aureus) cujas lesões estão distribuídas de forma preferencial sobre os membros (centrífuga), não existe polimorfismo (lesões em vários estágios ao mesmo tempo), e não existe acometimento mucoso.
  •  Escabiose: infecção cutânea parasitária causada pelo Sarcoptes scabiei, com predileção por dobras e espaços interdigitais.
  • Estrófulo: reação cutânea inflamatória desencadeada pela picada de insetos; também tem distribuição preferencial em membros, e a história prévia de quadro semelhante após picadas nos auxilia no diagnóstico diferencial.
  • Enteroviroses: o vírus coxsackie produz lesões papulovesiculares de tamanho menor que a varicela e de localização em boca, pé e mão.


Varicela neonatal

A varicela no período neonatal pode ser o resultado de uma transmissão perinatal, da seguinte forma: quando a mulher apresenta a doença no período próximo ao nascimento, há passagem transplacentária do vírus e contaminação do feto. O grande problema nestes casos é que pode não haver tempo para que esta mulher produza anticorpos e também os passe pela placenta. Deste modo, o recém-nascido poderá desenvolver uma forma bastante grave da doença, que em geral tem início no final da primeira semana de vida.

 uma mulher que desenvolve a doença de cinco dias antes até dois dias após o parto deve receber a imunoglobulina específica para o vírus varicela-zóster.

 SÍNDROME DA VARICELA CONGÊNITA

A síndrome da varicela congênita é uma embriopatia associada à infecção primária da mãe pelo VVZ nas primeiras 20 semanas de gestação.

O feto vai apresentar restrição de crescimento intrauterino, hipoplasia de extremidades, cicatrizes cutâneas, defeitos oculares (microftalmia, coriorretinite, catarata) e comprometimento do sistema nervoso central, que se manifesta como deficiência intelectual,convulsões, atrofia cortical etc. A identificação da infecção fetal pode ser feita através da coleta de sangue de cordão com realização de técnica de PCR para detecção do DNA viral. No período pós-natal, a persistência de IgG positiva após 12 meses também é um indicador de infecção adquirida na fase pré-natal.

HERPES-ZÓSTER

O herpes-zóster é a manifestação clínica da reativação do VVZ nos gânglios sensitivos. As lesões cutâneas começam como pápulas eritematosas, que se transformam em vesículas, pústulas e crostas. Sintomas prodrômicos como febre, mal-estar, cefaleia, náuseas, seguidos de hiperestesia no dermátomo acometido são mais frequentes em indivíduos mais velhos. As crianças saudáveis que desenvolvem herpes-zóster geralmente adquiriram a infecção primária antes de um ano; raramente apresentam sintomas prodrômicos e também não apresentam dor aguda ou neuralgia pós-herpética, ou seja, características que diferenciam seu quadro clínico daquele apresentado por adultos. Pode haver uma linfadenite regional próximo ao local da erupção cutânea.
Complicações: mas frequentes e infeção  bacteriana secundaria. Os agentes mais frequentemente envolvidos são o estreptococo do grupo A (S. pyogenes) e S. aureus.

 Diagnóstico: clinico, o hemograma nas primeiras 72 h pode mostrar leucopenia seguida de linfocitoses.
Tratamento
Medidas gerais
 Terapia Antiviral Específica: O aciclovir é a droga de escolha para tratamento específico contra o VVZ. ( podem procurar na bibliografia, nao vou colocar aqui o tratamento medicamentoso) 

















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